26 de janeiro de 2012

CABRA MACHO!

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O ESTADO DENTRO DE CASA

Segundo a Teoria do Contrato Social, em um determinado momento dos primórdios da civilização, resolvemos ceder uma parte de nossa liberdade individual em troca da proteção do Estado, ente artificial criado pelo homem, que já foi grande como Leviatã e hoje tem seguido uma tendência de diminuição de estrutura.


Ao longo dos tempos, essa benéfica proteção estatal foi muitas vezes deturpada e utilizada como instrumento de perseguição, inclusive por parte da Igreja Romana na época em que comungava explicitamente do poder estatal.


Se é verdade, por um lado, que a forte intervenção do Estado passou a sofrer limitações nas repúblicas democráticas em que impera o Direito, não se pode esquecer que, vez por outra, tais freios não atingem a eficiência devida.


Exemplo disso em nosso país é a imposição do regime legal de separação de bens para o casamento de pessoas com mais de 70 anos de idade.


Para o nosso Código Civil não importa que a pessoa tenha plena sanidade e consciência do ato que está por realizar, se tiver mais de 70 anos será obrigada a casar pelo regime da separação de bens.


É como se, ao completar 70 anos, as pessoas perdessem automaticamente o juízo e tivessem que voltar a ser tratadas como menores de idade para efeitos jurídicos.


A meu ver, trata-se de uma presunção implícita de que, se alguém casa com uma pessoa com mais de 70 anos é movido exclusivamente por interesse patrimonial e não por afetividade. Há também uma presunção de que uma pessoa com mais de 70 anos não reúne condições para decidir a respeito da melhor forma de gerir o seu próprio patrimônio.


Se o nosso Código Civil fosse antigo até se poderia cogitar de que é uma disposição ultrapassada, mas a verdade é que se trata de uma norma recente e que, portanto, representa os atuais anseios de uma sociedade que, cada vez mais, é composta de pessoas com mais de 70 anos de idade.


Outro exemplo de intromissão estatal na vida privada é o teor do projeto em tramitação da chamada “Lei da Palmada”.


É claro que o Estado deve intervir energicamente sempre que for constatada a ocorrência de violência física dentro do lar. Nesses casos, deve o Estado cumprir com o seu papel e impor sanções para que tais atos não se repitam. Aliás, é justamente esse tipo de proteção que se espera do ente estatal.


Todavia, a proibição legal genérica da prática de qualquer tipo de reprimenda física como forma de educação e controle da prole, constitui intromissão abusiva e indevida que o legislativo está em vias de aprovar.


Ao mesmo tempo em que reprovo a violência no lar, penso que um pai deve ter a liberdade de dar uma palmada no filho, quando entender ser necessário para a melhor educação. Não conheço uma só pessoa traumatizada por ter recebido palmadas na infância.


Intromissões como essa, lembram um trecho do Mixná Judaico que regulamenta com detalhes até mesmo a quantidade de relações sexuais que o homem tem o dever de praticar com a sua mulher, partindo de um critério profissional:


“Para homens que têm renda independente de trabalho, todos os dias. Para trabalhadores, duas vezes por semana. Para condutores de burros, uma vez por semana. Para condutores de camelos, uma vez por mês. Para marinheiros, uma vez por semestre.” (Mixná, Ketubot 5:6).


Imagine a dificuldade do marinheiro judeu contar a sua profissão para a namorada! Acho que deve ser mais ou menos assim:


“- Olha Verônica, tenho que te contar um detalhe que venho escondendo há algum tempo.”


“- Você me traiu Rodolfo? Eu te perdôo, pela tua sinceridade…”


“- Não Verônica querida, é que… eu sou marinheiro.”


“- O que? Não acredito, saia daqui, não quero isso para mim, está tudo acabado…”


“- Mas Verônica?”


“- Rodolfo, uma vez por semestre não!”


A brincadeira foi inevitável, mas o assunto é sério. Até quando vamos permitir que o Estado intervenha de forma desmedida em nosso cotidiano? O brasileiro deveria acompanhar melhor o trabalho parlamentar e evitar novas intromissões indevidas que afrontam as liberdades individuais e o modo de convivência que se entende por salutar.

19 de janeiro de 2012

A VOZ DE JANUS
























Janus é um antigo deus romano bicéfalo, costumeiramente representado por uma imagem com as cabeças opostas, uma olhando para frente e a outra olhando para trás. Como todo símbolo ou mito, diversas são as possibilidades de interpretação.

Porém, como Janus está situado no calendário Gregoriano, justamente como primeiro mês do ciclo anual (Janeiro), bem ainda, por Janus ser considerado o deus dos portões e passagens, pode-se invocar o sentido da passagem do tempo, ou seja, da relação entre o passado e o futuro (as  cabeças opostas de Janus).

Relevante notar que Janus não tem três cabeças, mas apenas duas, ou seja, uma olhando para o tempo passado e outra olhando para o tempo futuro. Para Janus não há o tempo presente, talvez porque o presente seja, justamente, o ponto de conjunção entre o futuro e o passado.

Assim, cada sílaba pronunciada ou letra digitada na tela do computador converte-se automaticamente em tempo passado. Um passado recente é verdade, mas que não volta, exceto pela repetição do ato. Cada respiração, cada passo, cada mastigação, transforma o futuro em um presente fugidio que escapa para o arquivo do passado ou para aquele abismo profundo que chamamos de esquecimento.

Seria muito bom se fosse possível paralisar o tempo presente nos bons momentos, o que só se consegue de modo muito tosco através de filmagens ou fotografias. Até mesmo o ato de escrever chega a ser intrigante, pois o que é presente para o leitor já é passado para o escritor e pode ser parte do futuro de quem ainda não leu.

Mas, se por um lado o presente é um pássaro que o homem não consegue aprisionar, o passado e o futuro é que têm aprisionado o homem. 

Todos conhecem pessoas que vivem com a mente no passado, são os nostálgicos, aqueles que relembram com saudade de sua infância, do seu passado ou mesmo de um passado que não vivenciaram, mas que gostariam de tê-lo feito. Estes deixam de viver o presente e pouco se importam com o futuro. Dedicam-se à sua memória.

No outro vértice encontram-se aqueles muitos que vivem “pré ocupados”, ou seja, ocupados mentalmente com um futuro ainda coberto pelo manto da incerteza. O medo ou a ansiedade das possibilidades futuras que se situam fora do controle, tem conseguido tomar as rédeas da vida do homem pós-moderno.

Isto ocorre com tanta intensidade porque nada mais é seguro ou garantido. O que é verdadeiro nesse hoje que nos chega, pode ser falso amanhã. Tenho emprego hoje, mas posso não ter no próximo mês. Sou empresário hoje, mas posso estar falido em breve. O casamento, que era para sempre, agora virou desafio. Investir no que? Acreditar em quem ou no que? Dedicar-se a que? Até que ponto o dinheiro está valendo a pena? Poderei garantir as necessidades de meus filhos? Aproveito o momento ou planto sementes para um futuro melhor? Estarei vivo para aproveitar o futuro? 

Essa insegurança decorrente da alucinante rapidez com que o futuro atinge o homem, tem causado mal-estar àqueles que ainda não conseguiram se adaptar à nova realidade líquida e  mutante. Se por um lado o rápido desenvolvimento tecnológico trouxe uma série de confortos e melhorias, também gerou efeitos colaterais que a humanidade precisará de tempo para assimilar.

Portanto, silenciemos por um instante para ouvir a voz de Janus. Talvez, como deus dos portões e passagens, ele pretenda nos dizer que a vida é uma contínua passagem. Quem sabe valha a pena deixar Janus cuidar um pouco das questões pessoais do passado e do futuro, para vivermos conscientemente o presente que, como um pássaro arisco, só se deixa perceber por quem está em paz consigo mesmo.

17 de janeiro de 2012

MILÉSIMA POSTAGEM

Comecei a postar neste blog no mês de Janeiro de 2007. Agora, passados exatos 5 anos, o blog atinge a milésima postagem. De forma descompromissada, sem publicidade ou qualquer interesse específico, mantenho o blog apenas como hobby.

Entre fotografias, obras de arte, vídeos, poemas, crônicas, notícias, humor e entretenimento, espero que algo de bom esteja arquivado para os poucos e bons leitores.

JÁ PENSOU SE ISSO VIRA MODA?

Iriam faltar placas...





















Via www.poracaso.com

16 de janeiro de 2012

VEREADOR DEVERIA SER FUNÇÃO VOLUNTÁRIA!



















É assim que penso também. Sem o polpudo salário haveria sensível diminuição de candidatos interessados apenas no dinheiro e não no bem-estar da população. O fim do salário proporcionaria também o surgimento de verdadeiros políticos no sentido nobre da palavra (hoje raríssimos).

12 de janeiro de 2012

SOLDADOS NORTE-AMERICANOS URINAM SOBRE CORPOS DE SUPOSTA MILÍCIA TALEBÃ




O vídeo passou a circular ontem. É apenas mais um. Causa revolta e demonstra falta de humanidade, respeito e bom senso. Não tenho dúvida de que um vídeo dessa natureza demonstra prática de atos de terrorismo. Não deixa de ser uma forma de terror.

Depois de participar de tantas guerras imperialistas, os norte-americanos aprenderam a criar verdadeiros "monstrinhos" que servem de modo irracional aos interesses mais mesquinhos e inconfessáveis do governo.

Só não venham acusar os países do oriente-médio de terrorismo, pois quem invade territórios alheios e pratica todo o tipo de atrocidade são os próprios norte-americanos. Terrorismo, gera terrorismo. O mal causa o mal. É uma questão de ação e reação.

Não venham também reclamar do ódio e de toda a antipatia que cresce ao redor do mundo, pois é mero resultado das ações gananciosas e inescrupulosas praticadas pelo governo desse país que se julga proprietário do planeta.

Não se trata também de fato isolado, pois quem já leu o mínimo de entrevistas de ex-soldados e acompanhou outros vídeos postados no Youtube ou transmitidos pela televisão, nota a carnificina desenfreada e irracional, praticada pelos militares da nação que se autoproclama como defensora da liberdade mundial.

9 de janeiro de 2012

PSICO-LAGARTIXA


























Os olhos grudados em mim,
E as patas coladas no teto.
Será agora meu triste fim?
Acho que me tornei inseto.

Ela me olha, não a vejo,
Se a procuro, ela some.
Ela caça, eu não percebo,
Se titubeio, ela me come.

Quando não a vi, ela piscou.
Como quem diz, só de birra,
Pode contar, ninguém acredita.

Mas o que ficou foi a beleza,
De não ter visto a lagartixa,
Que me queria em sua mesa.