1 de abril de 2013

AINDA SOBRE O DEP. MARCO FELICIANO

Insisto no tema da presença absurda do Dep. Marco Feliciano na Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, tendo em vista a insistência do referido parlamentar em continuar no exercício dessa função (que obviamente não lhe cabe).
 
Depois de todo o histórico devidamente documentado de manifestações homofóbicas, cultos "cristãos" movidos a dinheiro, produção parlamentar restrtitiva de direitos sociais já assegurados, novamente o Pastor abre a boca para dizer que "até ontem, a Comissão de Direitos Humanos era regida por Satanás".
 
Mas o pior não é isso.
 
O pior mesmo é constatar que muita gente apoia esse tipo de atuação parlamentar/religiosa, essa proteção "bíblica" da família heteroafetiva e dos supostos "valores cristãos", esquecendo-se de que o Estado é laico e que assim deve permanecer.
 
Estamos realmente ainda vivenciando uma era primitiva dos costumes no Brasil.
 
Não poderia ser diferente. Com uma educação básica apodrecida, só poderia mesmo reinar a ignorância, a intolerância e o retrocesso de uma imensidão de mentes tacanhas com olhos tapados para a realidade.
 
Pronto, está dito!

18 de março de 2013

SOBRE O SUCO DE SOJA

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A notícia abaixo é para gente que toma Suco Ades como água, achando que está mantendo um hábito saudável. Sempre desconfio de produtos enlatados com corantes, antioxidantes, emulsificantes, aromatizantes, espessantes e outros "antes".
 
Suco saudável é aquele extraído da fruta, preferencialmente fresca e ponto final.
 
Embora o problema noticiado seja relacionado ao envase de produtos de limpeza juntamente com o suco, não acredito que o consumo desse tipo de produto, a longo prazo, constitua hábito saudável.
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira no Diário Oficial da União que está suspensa a fabricação, distribuição e comercialização do suco Ades, da Unilever, em todo Brasil. A medida afeta os produtos fabricados na planta de Pouso Alegre (MG).
 
Segundo a Anvisa, a determinação ocorre por suspeita de o produto não atender às exigências legais e regulamentares da agência. Fazem parte da proibição os sucos em embalagens de 1 litro sabor abacaxi, cereais com mel, chá verde com tangerina, chá verde com limão, choclate clássico, chocolate com coco, frapê de coco, laranja, maçã, manga, maracujá, melão, morango, original, pêssego, shake morango, uva, vitamina banana, zero frapê de coco, zero laranja, zero maçã, zero original, zero pêssego, zero vitamina banana, zero uva; embalagens de 1 litro promocional (pague 900 ml, leve 1 l) sabores laranja, uva e maçã; embalagens de 1,5 litro sabores maçã, uva, laranja e original.
 
A Anvisa afirmou que decidiu suspender todos os lotes de todos os sabores até que tenha mais informações sobre a verdadeira extensão do problema. A agência tem programada para esta segunda-feira inspeção sanitária na fábrica da empresa. Um dos objetivos da visita será verificar a se a falha identificada pela empresa foi solucionada.
 
Caso seja verificado que o problema tenha sido resolvido e que não atingiu outros lotes e sabores, os produtos poderão ser liberados pela Anvisa. Na semana passada, a Unilever divulgou comunicado informando um problema em 96 unidades do produto Ades Maçã 1,5l. De acordo com a empresa, o lote com as iniciais AGB 25, fabricado em 25 de fevereiro de 2013, está inapropriado para consumo, pois uma falha no processo de higienização resultou no “envase de embalagens com produto de limpeza”. Sobre a decisão desta segunda da Anvisa, a empresa ainda não se pronunciou.
 
 

14 de março de 2013

7 de março de 2013

QUANDO A GENTE PENSA QUE NÃO PODE PIORAR...




Depois da eleição de Renan Calheiros para a Presidência do Senado, pensei que o quadro não poderia piorar, mas no Brasil tudo é possível.

Para quem não conhece, este é o Deputado Marco Feliciano, eleito hoje (07.03) novo Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
 
O parlamentar  é alvo de dois processos no STF: um inqúerito que o acusa do crime de homofobia e uma ação penal na qual é apontado por estelionato.
 
Feliciano foi denunciado em janeiro pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por homofobia. Gurgel considerou que é ato discriminatório a mensagem do deputado no microblog Twitter com a frase "A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, à rejeição". O procurador pediu punição de um a três anos de prisão.
 
No mesmo processo, o procurador citou outros posts no qual o parlamentar fala sobre raças, como: "Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é a polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss", diz o post.
 
Além disso, Feliciano também responde a ação penal pelo crime de estelionato, denúncia feita em 2009, antes de ele tomar posse como deputado federal. O processo foi remetido ao STF em razão do foro privilegiado.
 
Na ação, o deputado é acusado de obter para si a vantagem ilícita de R$ 13.362,83 simulando um contrato "para induzir a vítima a depositar a quantia supramencionada na conta bancária fornecida". A denúncia do MP do Rio Grande do Sul afirma que o parlamentar firmou contrato para ministrar um culto religioso, mas não compareceu.


22 de fevereiro de 2013

SEM TEMPO PARA MEDITAR?


ADOÇÃO POLIAFETIVA

 
 
No Direito de Família, cresce progressivamente o valor emprestado aos laços de socioafetividade.
 
Agora trata-se do caso de uma criança de quatro anos, que terá uma certidão de nascimento diferente.
 
Os nomes do pai, da mãe biológica e da madrasta vão estar registrados no documento. Levando em consideração os laços afetivos que surgem das relações humanas, o juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude de Pernambuco, Élio Braz Mendes, deferiu o pedido de guarda compartilhada feito pelos três responsáveis pela criança num sistema de adoção poliafetiva. A decisão inédita garantiu que o trio tivesse o direito de registrar e cuidar dela em conjunto.

A madrasta possui a guarda desde o nascimento da criança. Por dificuldades financeiras, a mãe biológica abriu mão da guarda provisoriamente, para que o pai e sua companheira cuidassem do bebê.
 
Desde então, a família vem garantindo os direitos básicos e indispensáveis para o desenvolvimento da criança. Contudo, a mãe biológica manteve o convívio com o menor, estabelecendo assim um vínculo afetivo.
 
No entendimento do juiz Élio Braz, tanto a genitora, quanto a madrasta, possuem laços filiares com a criança e não se pode afirmar quem melhor desempenha a função materna. “No plano da realidade, ambas, a requerente e a genitora biológica, são responsáveis pela criação do infante, cabendo a elas, em conjunto, a responsabilidade pelo dever de guarda, sustento e educação”, escreveu o magistrado.
 
Em decisão, o juiz também explica que o Direito de Família tem sido sabiamente conduzido através dos laços de afetividade que nascem a partir das relações humanas. É a afetividade a principal responsável pela constituição da família, seja ela de qual natureza for.
 
 

28 de janeiro de 2013

ALTARES

Para muitos, uma cachoeira é apenas uma queda d´água. Para mim, é um altar. Cada um enxerga o mundo como o percebe.
 
 
Rubem Alves escreveu um livro chamado: "Perguntaram-me se acredito em Deus."
 
No livro, a resposta dele: "- Sou um construtor de altares. Construo altares à beira de um abismo escuro e silencioso."
 
Emily Dickinson, por sua vez escreveu:
 
- Alguns guardam o Domingo indo à Igreja
- Eu o guardo ficando em casa 
- Tendo um Sabiá como cantor
- E um pomar por Santuário.

- Alguns guardam o Domingo com vestes brancas
- Mas eu só uso minhas asas
- E ao invés do repicar dos sinos na Igreja
- nosso pássaro canta na palmeira.

- É Deus que está pregando, pregador admirável
- E o seu sermão é sempre curto.
- Assim, ao invés de chegar no Céu, só no final
- eu o encontro o tempo todo no quintal.
 
 

14 de janeiro de 2013

LA CAMPANELLA (LIZST) POR NOBUYUKI TSUJI





Nobuyuki Tsujii nasceu em 13 de setembro de 1988. É pianista e compositor japonês que compartilhou seu primeiro prêmio com Haochen Zhang, da China, no XIII Concurso Internacional de Piano em 2009.
 
Nobuyuki Tsujii nasceu cego, mas era dotado de grande talento para a música. Na idade de dois anos, começou a tocar Jingle Bells em um piano de brinquedo depois que ouviu sua mãe cantarolando a melodia. Iniciou seus estudos de piano formal na idade de quatro anos.
 
Em 1995, com a idade de sete, Tsujii ganhou o primeiro prêmio da Associação Japonesa Helen Keller para alunos cegos.
 
Em 1998, aos 10 anos, estreou com a Orquestra de Osaka. Ele deu o seu primeiro recital de piano no salão pequeno da Suntory Hall em Tóquio, aos 12 anos.
 
Ele fez sua estreia no exterior com apresentações nos Estados Unidos, França e Rússia. Em outubro de 2005, chegou à semifinal e recebeu o Prêmio da Crítica no 15º Concurso Internacional de Piano Chopin, em Varsóvia, na Polônia.
 
Em abril de 2007, Tsujii ingressou na universidade de música e graduou-se em março de 2011. Tsujii competiu na Van Cliburn Piano em 2009 e ganhou medalha de ouro com Haochen Zhang.
 
Ele também foi agraciado com o Prêmio Beverley Taylor Smith pelo melhor Desempenho. Tsujii foi um dos concorrentes de forma proeminente no filme documentário sobre a competição Van Cliburn, 2009, “Uma surpresa no Texas”, que foi transmitido pela primeira vez na televisão PBS em 2010.
 
Além de ser pianista, Tsujii é também compositor. Aos 12 anos, ele realizou sua própria composição “O canto da rua”, em Viena.
 
Em 2010-2011, ele compôs a música-tema para um filme japonês, bem como um drama da televisão japonesa.
 
 

EXPEDIÇÃO AO JALAPÃO 2O13




















A região do Jalapão (TO) possui a menor densidade demográfica do Brasil (cerca de 0,8 hab/km2) e abrange atualmente 8 municípios, estendendo-se por uma área de 34 mil km2, equivalente ao estado de Sergipe.
















O nome Jalapão advém da planta "Jalapa do Brasil", que é bastante encontrada na região.

Na região existe também o povoado Mumbuca que é originado de um quilombo estruturado a partir de ex-escravos vindos da Bahia.


A fauna e a flora são ricos em diversidade e quantidade, sendo fácil o avistamento de emas, araras (principalmente a arara canindé), gaviões, tatus, répteis de forma geral e plantas muito peculiares.
































Em nossa expedição visualizamos pegadas de tamanduá e de raposa. Com alguma sorte é possível avistar ou ouvir espécimes do lobo-guará, que corre risco de extinção.

20 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL!




Fonte: www.poracaso.com

SOZINHA NO BRASIL

Por Ruy Castro
 
 
Numa época, meados do século 19, em que máquinas fotográficas eram um trambolho e, ao mesmo tempo, um luxo, quem retratava a natureza eram os artistas viajantes, com seus lápis e pincéis. Por sorte, ainda havia muita natureza a retratar, principalmente no Brasil, embora, entre uma viagem e outra, os europeus que nos visitavam já percebessem o começo da devastação.
 
Um desses artistas só está sendo revelado agora: a inglesa Marianne North (1830-1890). Sua viagem ao Brasil, em 1872-73, lhe rendeu 112 pinturas a óleo sobre papel da nossa paisagem e flora -o que supera em número a obra de Thomas Ender, Rugendas e Debret no gênero, além de antecipar em cem anos a de outra inglesa, a querida Margaret Mee (1909-1988). A íntegra de sua produção brasileira está no livro "A Viagem ao Brasil de Marianne North", com texto de Julio Bandeira, recém-lançado pela Sextante.
 
Marianne veio ao Brasil sozinha, o que não foi pouca façanha, e, pelo que pintou e escreveu, nunca se arrependeu. Era fascinada pelas árvores, plantas, flores, frutas, borboletas e cobras com que deparava, e deixou um exuberante registro pictórico de tudo isso -com o qual, em Londres, matava seus conterrâneos de inveja.
 
Segundo Bandeira, o único desgosto de Marianne era constatar, a cada passo, a aversão dos brasileiros à floresta, vista como um lugar ameaçador, "um pesadelo a ser destruído". O que a mata virgem provocava na gente da terra era "o nojo, um terror iluminado apenas pelo clarão ardente das queimadas". E não se conformava com a total ausência de naturalistas brasileiros -como se a riqueza natural não fosse digna de estudo.
 
Quase 150 anos depois, se Marianne voltasse aqui, não lhe faltariam brasileiros com quem discutir a mata. Entre esses, os defensores de códigos florestais movidos a motosserras.
 
A crônica foi publicada no Jornal Folha de S. Paulo, mas eu li no www.irbianchi.com
 

16 de novembro de 2012

2 de novembro de 2012

SUICÍDIOS EM BLUMENAU E REGIÃO

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No último dia 12 de Outubro, o jornalista Luis Nassif postou em seu blog  artigo destacando o número de 90 suicídios apurados entre os meses de janeiro e agosto de 2012.
 
Segundo a OMS, o número de suicídios considerado normal é de 4 para cada 100 mil habitantes, o que assusta quando se compara com os números apurados em Blumenau (município com 250 mil habitantes).
 
Nessa mesma linha, soube oficiosamente (pois não há divulgação oficial) que a minha cidade (Jaraguá do Sul - SC), localizada a aproximadamente 60km de Blumenau e com população de aproximadamente 150 mil habitantes,  apresentou 20 casos de suicídio entre os meses de janeiro e setembro de 2012, um número significativamente menor do que Blumenau, mas além da taxa de "normalidade".
 
Apesar de ser uma região desenvolvida e rica, o excessivo apego material, o uso excessivo de drogas lícitas e ilícitas e a pressão para a obtenção do sucesso como pressuposto para a aceitação social, podem ser fatores importantes para a formação dessa estatística.
 
Quando leio assuntos dessa natureza, sempre me recordo do pensamento de um Poeta Português, que dizia o seguinte: "Todo suicída quer ser encontrado, vivo ou morto!"
 

23 de outubro de 2012

AUTO-RETRATO (MÁRIO QUINTANA)



















No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore…

às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança…
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão…

e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,

no final, que restará?
Um desenho de criança…
Corrigido por um louco!

4 de setembro de 2012

YOGA E MEDITAÇÃO PARA "LIBERTAR" PRESOS

Condenado a quatro anos em regime fechado, acusado de roubo, o mineiro Manoel Fagundes, de 45 anos, diz que viu uma porta se abrir diante dele no Presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão, onde está preso há um ano e seis meses. As grades que cercam o lugar continuam bem trancadas e, segundo Manoel, essa experiência só foi possível graças aos cursos de meditação e ioga oferecidos dentro da casa de detenção, semanalmente, para cerca de 40 internos. As aulas fazem parte do projeto voluntário Prision Smart, criado pela Fundação Arte de Viver, voltado para a reabilitação de presos.
 
Cerca de 400 detentos já foram beneficiados pelo programa no Evaristo de Moraes que, por enquanto, é a única cadeia do estado do Rio de Janeiro a ter esse tipo de atividade.
 
Fundada há 30 anos, presente em 156 países e há dez anos no Brasil, a Arte de Viver oferece cursos de fortalecimento individual e ensina técnicas de respiração que ajudam os internos a eliminar emoções negativas. As aulas têm o mesmo conteúdo dos cursos realizados fora da prisão. Na cadeia o objetivo é o mesmo e, segundo Manoel, quando medita o preso consegue sentir amor, fé e esperança, sentimentos que ajudam os detentos a conviver com a privação de liberdade.
 
- Os presos aprendem técnicas de limpeza, esvaziam a mente. Ensinamos a sudarshan kriya, uma técnica de respiração que funciona como uma ação purificadora, traz a visão clara e ajuda a eliminar toxinas. É uma limpeza em nível celular - diz a advogada Carolina Jourdan, que dá aulas para os presos e integra a Arte de Viver, fundada pelo líder espiritual indiano Sri Sri Ravi Shankar, que está em visita ao Brasil.
 
Segundo ela, as mudanças de comportamento são visíveis:
 
- Você vê que a transformação é verdadeira, não tem como dissimular. Eles são muito sinceros, não têm máscaras.
 
- É como um espelho que está sendo limpo, um fenômeno mágico - diz o interno, que alega segredo de Justiça para não dar detalhes sobre sua condenação, mas não esconde a satisfação ao tentar mudar o seu destino. - Estou aprendendo a viver o presente. A gente fica preso ao passado, às angústias e, com a meditação, afloram muitas sensações. Costumo dizer que médicos dão remédios para curar os males do corpo e, para curar conflitos sociais e jurídicos, levam para a casa de detenção. Mas ainda não há um tratamento para isso, é preciso pensar nisso, se antecipar, oferecer tratamento psicológico para quem está no presídio.
 
Há 26 anos vivendo no sistema carcerário, com passagens por unidades que já foram desativadas e até demolidas, como o presídio da Frei Caneca, Cristiano José da Silva perdeu a liberdade aos 23 anos. Hoje, aos 49, faz uma análise fria da cadeia: segundo ele, o modelo tradicional de detenção no país não é capaz de recuperar os internos.
 
- Nunca tinha visto nada que levasse bem-estar ao preso. Eram só brigas e mortes. Vi algumas rebeliões. Mas, graças a Deus, a Arte de Viver me trouxe uma paz inexplicável. Sinto mais amor hoje em dia - diz Cristiano, que foi condenado a 68 anos de prisão por assalto, tráfico e homicídio e, para se reencontrar, teve que passar por um processo de desintoxicação pessoal. - Tivemos uma aula muito intensa, falei durante cinco minutos sobre mim mesmo, não estava preparado, não sabia controlar minha respiração. No dia seguinte não consegui sair da cela, senti náusea, tive diarreia, fiquei deitado durante dois dias. Depois eu soube que isso já ocorreu com outras pessoas.
 
Os detentos que fazem o curso de meditação são orientados a passar uma semana em silêncio e usam uma plaquinha no peito, indicando que não podem falar. A tarefa é complicada porque os companheiros de cela ficam curiosos, mas tentam colaborar.
 
Fonte: O Globo

3 de setembro de 2012

SOBRE A REGULAMENTAÇÃO DO DIREITO DE MORRER

A resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que permite aos pacientes dizer não à sobrevida artificial em casos de doenças crônicas e terminais esbarra na falta de um respaldo legal. Apesar de terem entrado em vigor ontem, as diretivas antecipadas de vontade foram entendidas por especialistas no tema como o pontapé para que o Congresso Nacional legisle sobre o assunto.
 
O deputado federal Hugo Leal (PSC-RJ), autor do único projeto de lei sobre o assunto na Câmara, espera que o texto, parado desde 2009 na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, ganhe força para voltar ao fluxo de tramitação. “A decisão do CFM é válida, mas falta uma marco regulatório”, defende. A expectativa de Leal é de que o tema entre em discussão e se aperfeiçoe. Uma das alterações sugeridas por ele é a criação de um modelo de manifestação da vontade com abrangência maior que a do prontuário — como ficou definido na resolução do CFM. “Pode ser o mesmo formato da doação de órgãos, com planejamento semelhante. Atualmente, essa opção fica registrada na carteira de identidade. Poderíamos adotar o método e deixar explícito o cuidado que a pessoa quer”, defende. O parlamentar, porém, reconhece que o procedimento é complicado e, por isso, merece uma discussão.
 
Fonte: Correio Braziliense

24 de agosto de 2012

UNIÃO POLIAFETIVA

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Após três anos de convivência sob o mesmo teto, duas mulheres e um homem optaram por regularizar a situação matrimonial e estabelecer, em cartório, as mesmas regras atribuídas ao casamento. O caso ocorreu em Tupã (a 435 km de São Paulo), em maio deste ano, mas só foi divulgado nesta semana, depois da publicação no Diário Oficial do Estado de uma Escritura Pública de União Poliafetiva.
 
O documento, uma espécie de contrato, foi feito no Cartório de Notas e Protestos da cidade pela tabeliã Cláudia Domingues. Segundo ela, essa escritura pode ser a primeira que trata sobre uniões poliafetivas no País. "O desejo dessas pessoas foi declarar publicamente essa situação e ter a garantia dos seus direitos", disse a tabeliã. Os nomes foram mantidos em sigilo pelo cartório. O trio já havia procurado outros profissionais da cidade, que não quiseram registrar o documento. Mas, após analisar a questão, Cláudia avaliou que não existia impedimento.
 
Para o juiz Nilton Santos Oliveira, da 2.ª Vara de Direito da Família de Araçatuba, o documento é um instrumento legal. "Não vejo nada de irregular. A sociedade avança e não podemos fechar os olhos para isso. Temos de acompanhar a evolução e adequar a legislação com base em casos concretos."
 
Para a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Família (Ibdfam), Maria Berenice Dias, a sociedade deve se preparar para os diversos tipos de relacionamento que existem hoje em dia. Por meio de nota, Maria Berenice diz que é preciso "respeitar a natureza privada dos relacionamentos e aprender a viver nesta sociedade plural, reconhecendo os diferentes desejos". "O princípio da monogamia não está na Constituição, é cultural. O Código Civil proíbe apenas casamento entre pessoas casadas, o que não é o caso. Essas pessoas trabalham, contribuem e devem ter seus direitos garantidos. A Justiça não pode chancelar a injustiça."
 
A escritura lavrada em Tupã trata dos direitos e deveres dos envolvidos, das relações patrimoniais e da eventual dissolução da união e seus efeitos jurídicos. Um dos principais trechos diz: "Os declarantes, diante da lacuna legal no reconhecimento desse modelo de união afetiva múltipla e simultânea, intentam estabelecer as regras para a garantia de seus direitos e deveres, pretendendo vê-las reconhecidas e respeitadas social, econômica e juridicamente, em caso de questionamentos ou litígios surgidos entre si ou com terceiros, tendo por base os princípios constitucionais da liberdade, dignidade e igualdade."
 
Conforme o Ibdfam, o documento garante direito ao trio no que diz respeito à divisão de bens em caso de separação e morte, mas não trata, por exemplo, de pensão por morte ou financiamento bancário. Segundo o Ibdfam, a escritura estabelece um regime patrimonial de comunhão parcial, análogo ao regime da comunhão parcial de bens estabelecido pelo Código Civil Brasileiro.
 
No documento ficou decidido que um dos conviventes administrará os bens. Dentre os direitos e deveres dos envolvidos está a assistência material e emocional eventualmente para o bem-estar individual e comum, o dever da lealdade e a manutenção da harmonia na convivência entre os três.
 
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
Notícia encaminhada por: Bruna M. Piazera.

19 de agosto de 2012

ELEIÇÕES OU HIPÓDROMO?



















Há alguns meses escrevi uma crônica a respeito da campanha publicitária dos biscoitos Tostines, que fez muito sucesso na década de 1980.

O mote da campanha era o dilema desafiador: “Tostines vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?”

A partir disso, diversas dúvidas do cotidiano passaram a ser ludicamente apelidadas de “Dilemas Tostines”. Eu faço parte dessa geração e, portanto, até hoje brinco com esses problemas que propõem soluções contraditórias.

Agora em época de campanha política, surgem os dilemas próprios dessa época, como por exemplo: Fulano é um bom candidato porque é bem votado ou é bem votado, porque é um bom candidato?

O dilema faz sentido, porque o pensamento invertido modifica o fundamento do voto.

Ora, votar em alguém simplesmente porque parece que será bem votado demonstra uma ignorância sem proporções, mas é fato comum, ou você, caro leitor, nunca ouviu alguém dizer vai votar em quem está ganhando “para não jogar o voto fora?”

Votar em quem aparece na frente das pesquisas é algo tão comum, que muitas delas são encomendadas com resultado predeterminado apenas serem divulgadas com o objetivo de iludir o eleitor. Trata-se de velha ferramenta de marketing político. 

Em casa, com seus botões, o ilustrado eleitor quando vê o resultado das pesquisas, desenvolve então o seguinte tirocínio: “se Fulano está na frente é porque deve ser bom, então vou votar nele(a).” Pronto, está consumado o equívoco.

Sim, equívoco, porque o eleitor pode até acertar votando em uma pessoa que posteriormente se revele um bom político, mas o critério de seleção foi errado.

É como se os eleitores, em vez de refletir nas propostas apresentadas e na vida pregressa dos candidatos, apostassem com seus votos no candidato que vai ganhar a corrida. Algo semelhante como ir ao hipódromo.

Votar em quem aparece na frente é como votar no candidato mais bonito. É um critério ridículo, mas na época da campanha presidencial do Fernando Collor de Mello, ouvi mais de uma mulher dizendo que votaria nele porque era jovem e muito bonito.

Mas isso não é "privilégio" das mulheres, afinal, a Mulher Melão (apesar de não eleita) conquistou graças à sua "bagagem política", nada menos do que 1.568 votos em sua campanha para a função de Deputada Estadual pelo PHS do Rio de Janeiro.

Ainda falta muito tempo para que tenhamos uma população politizada e preocupada efetivamente com a “res publica”, porém acredito que já está melhor do que foi e o avanço será contínuo na proporção do desenvolvimento da educação no País.

2 de agosto de 2012

NÃO CREIO NESSE DEUS


























Não sei se és parvo, se és inteligente
— Ao desfrutares vida de nababo
Louvando um Deus, do qual te dizes crente,
Que te livre das garras do diabo
E te faça feliz eternamente.


Não vês que o teu bem-estar faz d’outra gente
A dor, o sofrimento, a fome e a guerra?
E tu não queres p’ra ti o céu e a terra.
— Não te achas egoísta ou exigente?


Não creio nesse Deus que, na igreja,
Escuta, dos beatos, confissões;
Não posso crer num Deus que se maneja,
Em troca de promessas e orações,
P’ra o homem conseguir o que deseja.


Se Deus quer que vivamos irmãmente,
Quem cumpre esse dever por que receia
As iras do divino padre eterno?…
P’ra esses é o céu; porque o inferno
É p’ra quem vive a vida à custa alheia!

(António Aleixo, in “Este Livro que Vos Deixo)

1 de agosto de 2012

DEMAGOGIA



























A palavra demagogia deriva do grego “demagogós” e, quando decomposta, revela ser a junção de “demas”, povo, com “agein”, conduzir.

Portanto, a tão propalada demagogia não é nada mais do que a estratégia de conduzir a vontade do povo (especialmente em relação ao voto), para alcançar o exercício do poder público.

Na sua origem, a palavra não detinha o sentido pejorativo que lhe foi atualmente emprestado. Ao contrário, representava apenas aquele que tinha a missão de conduzir o povo, o líder.

Com o passar dos tempos, a demagogia passou a ser vista cada vez mais como forma de alcançar o poder a qualquer custo, inclusive enganando e iludindo o povo com os mais diversos artifícios.

Não é preciso dizer que a demagogia ressurge com vigor a cada pleito eleitoral. É durante as campanhas que ela mostra a sua face.

As estratégias utilizadas são as mais diversas, mas destacam-se os discursos populistas e vazios de conteúdo, os falsos elogios dirigidos ao povo, a apresentação de propostas mirabolantes e sabidamente irrealizáveis, a concentração de obras públicas justamente durante o período de campanha, e por aí vai.

Demagogo é aquele que mexe com o ego, com a vaidade e com os sonhos do eleitor para obter a vitória nas urnas, mesmo consciente da falsidade de seus discursos e promessas.

É certo que uma boa quantidade de políticos dessa estirpe obterá êxito nas próximas eleições, afinal Maquiavel já advertia no Século XV que “os homens são tão simplórios, e tão dominados por suas necessidades imediatas, que um mentiroso sempre encontrará súditos prontos para serem enganados.”

Apesar disso, o melhor antídoto contra esses espécimes nefastos que poluem a vida pública, é o raciocínio crítico acerca das propostas apresentadas, o conhecimento a respeito da vida pregressa do candidato, sua qualificação profissional e idoneidade moral. 

Não existem alternativas. Sem um criterioso exame por parte dos eleitores, não haverá evolução na qualidade dos eleitos.

25 de julho de 2012

SOBRE ADORNOS SOCIAIS



















Basta dar um passeio despretensioso pelas ruas da cidade ou circular por uma festa com os olhos atentos, para notar como as pessoas gostam de se enfeitar com colares, correntes, brincos, aneis, pulseiras, óculos, gargantilhas, piercings, alargadores, implantes e tatuagens.

O uso de adornos corpóreos faz parte da cultura-mundo, ou seja, trata-se de valor presente desde tempos imemoriais e nos mais remotos grupos sociais do globo. O que mudam são as espécies e técnicas de enfeites, mas todo grupamento humano os utiliza.

Na grande aldeia dos homens pós-modernos, existem enfeites (quase) despropositados, mas há outros que procuram transmitir uma mensagem expressa como é o caso de algumas tatuagens ou mesmo implícita, como é o caso das joias de alto valor econômico.

No caso das tatuagens, as variações são tantas quantas as personalidades existentes sobre a face da Terra. Vê-se desde frases do tipo “pára-choque de caminhão” até demonstrações de fé religiosa, protestos de revolta e ódio, juras de amor, idolatria, comerciais de marcas famosas, nome dos filhos, dos pais ou do namorado, imagens tribais, eróticas, caveiras, dragões, tigres, seres mitológicos e tudo mais que a imaginação pode proporcionar.

Por outro lado, em se tratando das joias de alto valor econômico, além do elemento estético, podem vir a ser utilizadas como mensagem de poder financeiro e também de pertencimento a determinado grupo ou classe social.

Essa espécie de mensagem implícita de diferença social também pode ser vista no ato de aquisição de bolsas femininas, automóveis, motocicletas de luxo e, claro, roupas.

Há quem não consiga sair de casa sem estar etiquetado, ou seja, com as logomarcas ou siglas de grifes estampadas no peito, na bolsa, nos pés e demais partes do corpo. Ao que parece, certas pessoas sentem-se inferiorizadas ou inseguras se não tiverem marcas que falem por elas ou as apresentem ao público em geral.

É como se preferissem ficar ocultos atrás dos escudos das marcas, com medo de rejeição de sua essência humana ou de permanecer no lugar-comum. Há um desejo narcisista de diferenciar-se, de superar a massa dos iguais, de receber atenção especial.

Nada contra o uso de grifes ou marcas que podem também representar a reconhecida qualidade de um produto. Porém, a dependência psicológica e inconsciente das marcas é que não se mostra saudável, principalmente em relação às crianças já educadas desde a mais tenra idade com a supremacia desse tipo de valor.

No livro “Darwin vai às compras”, o Professor de Psicologia Evolucionista Geoffrey Miller explica detalhadamente como as técnicas utilizadas pelo marketing seduzem batalhões de consumidores (muitas vezes iludidos) ávidos por serem socialmente bem aceitos e poderem atrair parceiros sexuais e amigos através da aquisição de determinados produtos ou serviços.

Não é por acaso que vemos a propaganda do desodorante masculino “Axe” que, ao ser utilizado, atrai mulheres rastejantes que surgem do nada, bem como a mensagem publicitária de que o Ford Fusion “é o carro para quem já chegou lá”. Trata-se de mecanismo que impulsiona a roda do consumo.

Contudo, um mínimo de lucidez, discernimento e consciência é aconselhável para viver de forma saudável em um ambiente inundado por mensagens publicitárias desde o momento em que acordamos até o que voltamos a dormir, a fim de se evitar a ideia distorcida de que o consumo desenfreado é o caminho para a felicidade.

18 de julho de 2012

O VÍCIO DA NEUTRALIDADE



















Não sou daqueles que recita passagens bíblicas para todas as ocasiões, mas há um trecho conhecido do Apocalipse de São João (3: 15,16), do qual frequentemente me recordo e que diz exatamente o seguinte: “Conheço as tuas ações, que não és nem frio nem quente. Quisera eu que fosses frio ou quente. Assim, porque és morno, e não és nem quente nem frio, vou vomitar-te da minha boca.”

Pois bem, foi-se o tempo em que a postura de neutralidade era admissível na vida política e social. Hoje, para receber a qualidade de “cidadão” é imprescindível participar, opinar, formar convicção e, quando possível, auxiliar na tomada de soluções para os problemas da comunidade e da sociedade em geral.

Ao que parece, o receio de desagradar ou criar alguma antipatia que possa influenciar negativamente nos interesses privados, freia a conduta daqueles que, por sua posição privilegiada, deveriam justamente colaborar ativamente em prol da sociedade em geral.

Nota-se com facilidade que o medo impera de forma insana, como se todos fossem viver para sempre carregando o peso de um patrimônio a ser protegido a qualquer custo.

Particularmente, prefiro ter em mente o conteúdo do belo discurso de Steve Jobs, que destacou a importância de relembrarmos da nossa mortalidade e de que já estamos nus. Não há motivo para não seguirmos nossos corações e, assim, manifestarmos nossas convicções e posicionamentos.

Nos momentos de crise moral, quando os valores humanos são subvertidos ou solapados, a omissão é sempre a pior conduta. Silenciar é favorecer quem age à margem da lei e arranha o interesse público. Fechar os olhos é aderir a um conforto que somente favorece interesses particulares. Precisamos, contudo, enxergar além de nossos próprios umbigos.

José Ingenieros com sua lucidez peculiar, já alertava no início do Século XX que em certos momentos “nenhum clamor popular é percebido, não ressoa o eco de grandes vozes animadoras. Todos se apinham em torno dos mantéis oficiais para alcançar alguma migalha da comida. É o clima da mediocridade.”

É bem verdade que a vida é feita de erros e acertos, porém é preferível assumir algum posicionamento do que se omitir em prejuízo de toda a sociedade. A omissão e a neutralidade da sociedade constituem postura conservadora que pertence a um passado inglório que muito mal causou ao Brasil e que, justamente por essa razão, merece ser revista.

11 de julho de 2012

MANIFESTO AOS ELEITORES

Quando expirou o prazo para o registro das candidaturas ao pleito municipal, pensei inicialmente em redigir um manifesto dirigido aos candidatos, pedindo uma campanha política fundada essencialmente na apresentação de propostas coerentes, sérias e honestas.

No entanto, logo depois percebi que os meus pedidos e sugestões devem ser direcionados a quem realmente detém poder neste momento, ou seja, o público eleitor, verdadeiro titular do poder em um Estado Democrático.
Portanto, em vez de dirigir-me aos mais de cento e sessenta candidatos a vereador e aos três candidatos a prefeito(a), falo aos eleitores.
Em primeiro lugar, é necessário ter a perfeita noção da responsabilidade de quem tem o direito-dever de votar, ou seja, de escolher quem representará o povo pelos próximos quatro anos.
 Não se pode mais ignorar a importância de um voto consciente, no sentido de que o eleitor conheça as propostas do candidato, sua vida pregressa, antecedentes de improbidade administrativa, qualificação profissional para a função e experiência administrativa.
Estudemos, pois, a vida daqueles que pretendem figurar como nossos representantes, evitando que novos “Tiriricas” atinjam o objetivo de exercer uma função para a qual não estão qualificados, não sabendo sequer exatamente a essência de suas atividades.
Não podemos ter vereadores que não saibam que além de legislar, devem também fiscalizar os atos do Poder Executivo ou, no mínimo, permitir que algum colega interessado o faça.
Aqueles que pretendem ser legisladores precisam, ao menos, ter condições de ler e interpretar um texto corretamente, entendendo seu alcance e profundidade. Devem conhecer o básico a respeito da função legislativa e propor ações coerentes com a função que pretendem desenvolver.
Já os candidatos a Prefeito devem ter conduta ilibada, experiência administrativa e uma qualificação profissional mínima para o exercício de tão importante função pública.
Portanto, salvo melhor juízo, não se pode prestigiar a candidatura de quem já foi acusado e condenado pela prática de improbidade administrativa, ou seja, de desonestidade com o uso de recursos públicos.
Se na vida privada todos merecem ter uma segunda chance em caso de falhas, tal não ocorre na vida pública. Quem atenta uma vez contra os postulados de moralidade e honestidade no trato com a coisa pública, merece ser condenado ao ostracismo para deixar outros interessados demonstrarem que é possível administrar os recursos públicos de forma honesta e eficiente.
Assim sendo, eleitores destinatários destas linhas, a preocupação com o bom uso do voto é necessária. De nada adiantam as queixas emitidas contra os titulares de cargos públicos, se quem tem o poder de eliminar pretendentes indesejáveis não toma as medidas necessárias no momento certo.